Resumo Babi – Motricidade do Ap. da Deglutição

Gastrologia – Motricidade da deglutição

Funções:

− Propulsão
− Transferência boco-esôfago
− Acesso ao esôfago (Esfíncter esofagiano inferior)
− Transporte da faringe ao estômago
− Acesso ao estômago (esfíncter esofagiano inferior ou gastro-esofágico)

− Proteção
− Proteção da naso-faringe (esfíncter esofagiano superior)
− Defesa das vias aéreas (esfíncter esofagiano superior)
− Depuração de reflexo
− Contenção de refluxo

Processo de deglutição

− Ações: bolo sólido ou líquido da boca ao estômago. Inicialmente voluntário e, em seguida,
quase que inteiramente sobre controle reflexo.
− Frequência maior do que 600 vezes por dia
− Sono: aproximadamente 5 deglutições por hora (fase V)
− Vigília: aproximadamente 25 deglutições por hora (repouso)

Sequência
− Oral
− Faríngea
− Esofagiana

Eventos
− Preparação
− Transferência
− Transporte

Fase oral: controle voluntário

Preparação
− Ingestão
− Trituração (mastigação e movimentos da língua)
− Salivação
− Acomodação do bolo na orofaringe: retropulsão da língua (primeiro a ponta, depois
as porções mais posteriores da língua pressionam a porção de alimento contra o palato
duro. A ação da língua movimenta o bolo para cima e depois para trás na boca).

− Ejeção do bolo
− Pressão da língua: o bolo é forçado para dentro da faringe, onde ele estimula os
receptores táteis que iniciam o reflexo da deglutição.
− Abertura da orofaringe

Fase faríngea: transferência

Conexões da faringe
− Fechamento de passagem
− Orofaringe: movimento de retropulsão da língua.
− Nasofaringe: contração do palato mole (inibe a respiração). O palato mole é puxado para
cima e as dobras palatofaríngeas movimentam-se para dentro, uma em direção à outra.
Evita o refluxo de alimento para a nasofaringe.
− Vestíbulo da laringe: elevação da laringe, retroversão da epiglote, fechamento da glote.

− Abertura de passagem
− Abertura da passagem pelo esfíncter faríngeo inferior e pelo esfíncter esofagiano
superior. Contração da faringe.

Transporte
− Peristalse faríngea: 40cm/s (muito rápida)

Junção faríngeo-esofagiana

− Esfíncter faríngeo inferior
− Músculo crico-faríngeo
− Constritor inferior da laringe

− Em repouso: contração tônica de aproximadamente 80mmHg.

− Passagem do bolo requer:
− Relaxamento do esfíncter
− Fatores ancilares de abertura
− Deslocamento ântero-superior da laringe
− Aumento da pressão no lúmen faríngeo
− Baixa na pressão tissular (mucosa colabada abre-se)

Fase esofagiana: involuntária

Controlada principalmente pelo centro da deglutição (bulbo).
Após a passagem do bolo alimentar pelo EES, uma ação reflexa causa a constrição do
esfíncter (evita refluxo).

Esôfago na rota de deglutição

− Trajeto cervical, torácico e abdominal (aproximadamente 22cm)
− Vizinhança anatômica complexa
− Esôfago está submetido a pressões intra-torácica e intra-abdominal

− Aurícula esquerda e brônquio esquerdo podem comprimir o esôfago

Peristalse transporta o bolo deglutido

− Peristalse primária
− Acoplada á deglutição, continua a peristalse faríngea
− Controlada pelo centro da deglutição
− Começa logo abaixo do EES

− Peristalse secundária
− Acoplada á distensão esofagiana provocada pela presença do bolo (estímulo inicial é
diferente).

− Exame monométrico
− Onda de contração
− Aumento da pressão no lúmen esofágico

− Exame de imagem
− Fluxo de conteúdo
− Oclusão do lúmen a montante

Inibição explica latência progressiva: inibição do músculo liso.

− Comando inibitório: efeito no músculo liso
− Relação com gradiente de latência
− Após deglutição repetida rapidamente
− Após estímulo elétrico
− Associado a liberação de NO por neurônios inibitórios.
− Até contração no local apropriado por estímulo excitatório.

− Musculatura estriada: primeiros 4cm
− Peristalse associada ao relaxamento do Esfíncter Esofagiano inferior
− Após a última deglutição voluntária cessa o estímulo inibitório sobre a musculatura lisa
e ocorre sua contração
− Estímulo elétrico: contração da camada longitudinal

Mediação da peristalse esofagiana

Efeito do bloqueio

− Situação basal
− Colinérgico (atropina): redução da contração
− Nitrérgico (síntese de NO): não houve alteração na amplitude da onda, mas desapareceu o
período de latência (contração simultânea, não progressiva)
− Duplo
− NO: medeia tempo de latência

− Via inibitória
− Mediador: óxido nítrico

− Via excitatória
− Mediador: acetilcolina

Controle central da deglutição

− Comando voluntário inicial.
− Reflexo involuntário:
− Estímulo na oro-faringe
− Receptores sensoriais
− Vias aferentes
− Nervos V, IX e X (sensoriais)
− Centro gerador da deglutição no bulbo
− Vias eferentes
− Nervos V, VII, IX, X e XII (motores)
− Musculatura lisa e estriada
− Contração ou relaxamento

Controle neural: Inervação

− Origem de comando
− Núcleo ambuígo (efeito no músculo estriado – músculo crico-faríngeo)
− Núcleo motor dorsal do X (ação no plexo mio-entérico): musculatura lisa.
− Gânglio cérvico-torácico (ação no plexo mio-entérico)

− Mediação no plexo
− Neurônio excitador (Ach)
− Neurônio inibidor (NO)

Junção gastro-esofagiana

− Zona de pressão
− Contração tônica do esfíncter
− Variação respiratória

− Componentes
− Intrínseco
− Esfíncter gastroesofagiano
− Extrínseco
− Diafragma peri-hiatal
− Fixação da junção
− Ligamento freno-esofagiano

− Reatividade a hormônios
− Contraem: gastrina e CCK
− Relaxam: progesterona, VIP, NO.

− Abertura:
− Acoplada à deglutição
− Espontâneo: acoplado ao reflexo vago-vagal.

− Controle neural:
− Vias aferentes

− Centro da deglutição no bulbo
− Vias eferentes

Esfíncter contraído evita refluxo

− Gerado por diferencial de pressão (cerca de 10mmHg)
− Intra-torácica negativa
− Intra-abdominal negativa

− Pressão no lúmen do estômago é maior do que no lúmen do esôfago

− Resistência do esfíncter é variável
− Tono intrínseco
− Reatividade
− Agente humoral
− Elevação do gradiente

O que relaxa o esfíncter?
− Estimulação vagal (relaxamento do Esfíncter Esofagiano Inferior)
− Controle
− Bloqueio adrenérgico (nenhum efeito)
− Bloqueio colinérgico (nenhum efeito)
− Tetradotoxina (bloqueio do relaxamento)
− VIP e NO determinam relaxamento

Controle neural do esfíncter

− Vias aferentes
− Destino: núcleo solitário
− Inflamação sensorial

− Vias eferentes
− Origem: Núcleo ambíguo
− Músculo estriado (excitação)

Refluxo gastro-esofagiano fisiológico

− Episódios típicos
− Ocorrência pós-prandial
− Acidificação (pH menor que 4)
− Resposta esofagiana
− Depuração por peristalse

− Mecanismos diferenciais de pressão:
− Pressão intratorácica < pressão abdominal
− Relaxamento transitório do esfíncter (EEI)
− Indução por distensão da cárdia
− Eliminação do ar deglutido (eructação)

− A cada deglutição entre refeições, há ingestão de cerca de 15 ml de ar.

Reação de proteção após refluxo

− Efeito de bolo ácido
− Mecanismos de proteção
− Deglutição de saliva (aumenta o pH)
− Depuração: peristalse secundária e gravidade
− Resistência tissular

Distúrbios da etapa oro-faríngea

1- Disfagia precoce
2 – Regurgitação nasal
3 – Tosse e outros sintomas
4 – Resíduo na garganta

Eventos

1)
2)
3)
4)

Início da deglutição
Oclusão da naso-faringe
Proteção das vias aéreas inferiores
Depuração (peristalse)

Distúrbios da etapa esofagiana

Modalidades
− Deficiência na propulsão
− Obstrução do fluxo
− Refluxo gastro-esofagiano

Principais sintomas
− Disfagia
− Dor torácica
− Perda de peso
− Pirose (Sensação de ardência retro-esternal e na garganta)
− Regurgitação

Refluxo gastro-esofagiano na gravidez

− Ocorrência: 30-50%
− Sintomas principais pirose e regurgitação ácida
− Fatores de disfunção
− Alta progesterona (baixo tono do esfíncter)
− Aumento cumulativo de peso (aumento da pressão abdominal)

Hérnia do hiato: fatores associados

− Risco de refluxo
− Ausência de pinçamento pelo pilar diafragmático
− Reservatório de ácido intra-torácico
− Hipotonia do EEI (Esfíncter Esofagiano Inferior)

− Preditivos de hérnia
− Pressão intra-gástrica
− Gradiente de pressão gastro-esofagiana
− Índice de massa corporal

Doença do refluxo gastro-esofagiano

Fatores pré-disponentes
− Características da mucosa
− Menor proteção
− Relaxamento transitório em diferentes posturas
− Hipotonia do esfíncter esofagiano inferior
− Grande aumento da pressão intra-abdominal
− Insuficiência da depuração
− Defeito na junção gastro-esofagiana

Potencial mórbido do refluxo

− Efeitos de sobrecarga de refluxo péptico
− Aceleração da renovação celular
− Compensada
− Descompensada
− Associada á inflamação
− Risco de erosão, estenose

Risco de esofagite e tipo de refluxo

− Risco de lesão da mucosa:
− Refluxo em ambas posturas (ereta e supina)
− Tendência significante de prevalência crescente de lesão na mucosa

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: